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Terceirização e relações trabalhistas

Na Alemanha, a terceirização e a flexibilização dos contratos de trabalho é uma realidade há algum tempo. Mesmo assim, o trabalhador lá tem melhores condições econômicas e de trabalho do que no Brasil, mesmo quando esta é tomada relativizada com a produtividade média do trabalhador.

Acredito que o ponto central para discussões neste sentido não é se ela é necessária. Pois ela é absolutamente necessária se pretendemos ter um país competitivo em algum momento. A questão, como sempre por aqui, é que tudo é feito a toque de caixa, sem analisar as relações de causa e efeito.
Sem alterar toda a base da legislação para definir responsabilidades, como há em locais como a Alemanha, a terceirização servirá apenas como mecanismo de empurra, empurra e não como um dispositivo de melhora da competitividade e compartilhamento de recursos sazonais, como é feito em países civilizados. Posso apostar que até o governo vai abusar desta prerrogativa para evitar concursos públicos e alocar os amigos e aparentados incompetentes…

Economicamente é uma ideia boa? Não só boa, como fundamental para o país. Como nação, precisamos mesmo de uma lei neste sentido. Mas como algo sensível no que tange ao indivíduo, esta mudança não pode ser conduzida de forma manca, precisa ser amarrada com toda uma alteração na legislação trabalhista, que defina inclusive responsabilidade penal, principalmente quando o assunto for a segurança do trabalhador.

Leonardo Terra
Leonardo Terra
Mestre e Doutor em ciências pelo programa de Administração de Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (FEARP - USP). Possui MBA executivo em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e Graduação em Administração de Empresas pela FEARP - USP. Atua como professor, pesquisador e consultor na área de estratégia e desenvolvimento organizacional, explorando os princípios que regem os sistemas socioeconômicos por meio da matemática do caos e da epistemologia sistêmica e suas aplicações no processo estratégico e nas interações sistêmicas das organizações. Vencedor do West Churchman Memorial Prize em 2014.
http://lattes.cnpq.br/3022429953017645

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