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Eleições 2020 nos EUA, Israel e Europa

Trump, Johnson e Netanyahu

Tudo indica que a onda política da direita nacionalista deve manter sua força em 2020, com a reeleição do Trump nos Estados Unidos e a manutenção do Benjamin Netanyahu como PM de Israel. Há sinais de que o movimento de renovação europeu, que vem ganhando intensidade com a escolha do partido conservador britânico e do Boris Johnson para capitanear o Brexit – que massacrou o partido trabalhista -, deverá continuar se espalhando e assustando, ou colocando em segundo plano, as forças políticas de esquerda e centro-esquerda, os socialistas e social democratas do velho continente. Em Portugal, por exemplo, o partido Chega! já tem presença no parlamento e começa a incomodar os partidos tradicionais (partido socialista).

As eleições de 2020 nos Estados Unidos, além da reeleição quase certa do Trump, deverá causar no partido democrata o mesmo estrago que houve com o partido trabalhista britânico. Os democratas forçaram a mão na tentativa de fazer o impeachment do Trump e os eleitores independentes ou que tinham votado contra os republicanos não parecem ter gostado. Pesquisas tem mostrado e os políticos tem sentido nas suas bases que um terremoto político deve produzir uma catástrofe para os democratas, que perigam perder até em seus tradicionais redutos.

A obsessão dos democratas pelo impeachment está tendo uma repercussão ruim junto aos eleitores

Tanto no mundo político quanto na imprensa, se consolida a impressão de que os partidos de centro-esquerda e esquerda, que se autointitulavam “progressistas”, estão perdendo poder e influência junto aos cidadãos. No caso dos EUA, especificamente, a postura do partido Democrata em relação à tentativa de impeachment deixou a impressão, captada pelos políticos e pela imprensa, de que eles tentam apear o Presidente, supostamente sem provas ou poder político suficiente para fazer isso, porque não seriam capazes de vencer o Trump e os republicanos em 2020 no voto. Isso tem feito muitos eleitores “independentes”, que votam ora em um ora em outro partido, a rejeitarem o partido Democrata.

Como se sabe, em política as aparências contam tanto quanto os fatos. E essa percepção generalizada de que os democratas estão perdidos tende a dificultar as suas vidas, pelo menos; ajudar com certeza não ajuda.

José Augusto Morais de Andrade Júnior
José Augusto Morais de Andrade Júnior
Doutorando e Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Administração das Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (USP). Com MBA em Gestão das Organizações pela USP e Bacharelado em Administração pela FEARP - USP. Tem diversos trabalhos de pesquisa publicados na área de finanças empíricas, com foco em análise de séries temporais baseada em técnicas oriundas da teoria do caos, bem como consultoria empresarial utilizando modelagem estatística avançada.
http://lattes.cnpq.br/9031677682197132

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