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A farsa do globalismo e da defesa do livre comércio – o nacionalismo e protecionismo europeus no sec. XXI

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O nacionalismo e protecionismo europeus no sec. XXI

O monopólio da mentira e o globalismo de mentirinha

Curiosamente, os mesmos Estados que vivem pregando o “governo mundial”, o “globalismo”, que dizem defender o livre comércio e o fim do protecionismo, que condenam, da boca para a fora, o nacionalismo como sendo a origem do mal na terra, são os mesmos que, na prática, são os piores tipos de nacionalistas.

Criticam o controle da imprensa, dizem que defendem o livre comércio, condenam o intervencionismo, mas caminham na direção contrária, estabelecendo controles à atividade da imprensa, como se a segurança do Estado dependesse da opinião de um blogueiro.

Estados pouco liberais, como tem sido historicamente os países da Europa e, mais recentemente, os EUA, tendem a criar dificuldades para a criação de negócios em áreas que eles consideram “estratégicas”. A própria definição de áreas que são consideradas estratégicas já demonstra, na prática, de que se trata, realmente.

Na maior parte das vezes, um dos setores mais visados pelos estados é o das telecomunicações. Recentemente, a França ampliou o controle sobre investimentos estrangeiros, não só ampliando o escopo como também reduzindo o nível de participação estrangeira necessário para a obtenção de autorização do Estado francês. Segundo o jornal francês “Les Echoes”:

“Certas operações recentes criaram polêmica, como a entrada na capital do jornal “Le Monde” do bilionário tcheco Daniel Kretinsky.”

Segundo o jornal, o novo decreto amplia os setores vigiados, acrescentando os serviços de imprensa escrita e de imprensa on-line para informações políticas e gerais, segurança alimentar, armazenamento de energia e tecnologias quânticas à lista de atividades controladas, da qual constavam energia, transporte, telecomunicações, água ou saúde, além das áreas tradicionais de defesa ou tecnologia da informação.


Enquanto criticam o protecionismo e dizem defender a liberdade de expressão e o livre comércio, caminham na direção contrária, estabelecendo controles à atividade da imprensa, como se a segurança do Estado estivesse à mercê da opinião de um blogueiro. Trata-se, na verdade, de manter o monopólio da mentira sob o controle dos governos de seus Estados.

José Augusto Morais de Andrade Júnior
José Augusto Morais de Andrade Júnior
Doutorando e Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Administração das Organizações da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo (USP). Com MBA em Gestão das Organizações pela USP e Bacharelado em Administração pela FEARP - USP. Tem diversos trabalhos de pesquisa publicados na área de finanças empíricas, com foco em análise de séries temporais baseada em técnicas oriundas da teoria do caos, bem como consultoria empresarial utilizando modelagem estatística avançada.
http://lattes.cnpq.br/9031677682197132

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